A Prefeitura de Caraguatatuba promoveu, na tarde da última segunda-feira (6), uma palestra voltada às famílias atípicas no Núcleo Social e Cultural do Morro do Algodão. O encontro reuniu cerca de 20 participantes e teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre inclusão social, cidadania e direitos das pessoas com deficiência, além de fortalecer a rede de apoio às famílias.
O evento contou com a participação do advogado e pai atípico Marcelo Polegar, que compartilhou sua trajetória pessoal e profissional, abordando os desafios enfrentados por famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento.
Durante a palestra, Marcelo explicou que o autismo representa uma condição do neurodesenvolvimento, que se manifesta de formas diferentes em cada pessoa e impacta toda a dinâmica familiar. O palestrante ressaltou ainda a importância do diagnóstico precoce para que a criança tenha acesso às terapias adequadas, favorecendo seu desenvolvimento e qualidade de vida.
As famílias puderam esclarecer dúvidas sobre os primeiros sinais da condição, caminhos para busca de atendimento na rede de saúde e a importância do acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas especializados.
Outro tema abordado foi a convivência entre famílias típicas e atípicas nos ambientes familiar, escolar e social, destacando a necessidade de ampliar a compreensão, o respeito às diferenças e a inclusão em todos os espaços.
Marcelo também apresentou informações sobre a Lei Federal nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Entre os direitos garantidos estão o acesso à saúde, à educação, ao atendimento prioritário, ao material didático adaptado e ao acompanhamento especializado no ambiente escolar, sem custos adicionais às famílias.
Além disso, foi reforçado que a escola tem papel fundamental no desenvolvimento da criança e que a inclusão exige estrutura adequada, profissionais capacitados e acolhimento.
“O diagnóstico precoce, aliado ao amor da família, acompanhamento terapêutico e apoio da escola, transforma vidas. Muitas famílias não sabem por onde começar, e encontros como este mostram que elas não estão sozinhas. Informação gera acolhimento, fortalece direitos e abre caminhos para uma inclusão verdadeira”, destacou Marcelo Polegar.
A palestra também evidenciou a importância dos centros de apoio às famílias, das terapias especializadas, como a equoterapia quando indicada, e da construção de uma sociedade mais inclusiva, na qual pessoas com deficiência tenham seus direitos respeitados e garantidos.
Foto: Alexandre Marzola | PMC
