Sistema sem cancelas ainda enfrenta desafio de adaptação entre motoristas no Litoral Norte
A inadimplência no pedágio eletrônico do tipo free flow, implantado no Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios, atingiu cerca de 10% durante o verão, de acordo com a concessionária responsável pela rodovia.
O índice chama atenção em um dos principais acessos ao Litoral Norte paulista, especialmente em um período de alto fluxo turístico, quando o movimento de veículos cresce significativamente na região.
Multa pode chegar a R$ 195
Segundo a concessionária, o não pagamento da tarifa dentro do prazo pode gerar penalidades previstas em lei. O motorista que não quitar o pedágio em até 30 dias está sujeito a multa de R$ 195, além de outras medidas administrativas.
O sistema free flow funciona sem praças de pedágio físicas. A cobrança é feita por meio da leitura automática das placas ou por dispositivos eletrônicos instalados nos veículos, como as tags.
Sistema exige atenção do motorista
De acordo com a concessionária Tamoios, o modelo traz mais fluidez ao trânsito, eliminando filas e paradas obrigatórias. No entanto, ele exige uma mudança de comportamento por parte dos motoristas, que precisam realizar o pagamento posteriormente, caso não utilizem tag automática.
Ainda segundo a concessionária, o pagamento pode ser feito por diferentes canais, como aplicativo, site, Pix, cartão ou pontos físicos credenciados.

Tecnologia avança, mas adaptação ainda é desafio
Apesar das vantagens operacionais, o índice de inadimplência indica que parte dos usuários ainda enfrenta dificuldades para se adaptar ao novo modelo.
Segundo a concessionária, o aumento no fluxo de veículos durante o verão também contribui para esse cenário, ampliando o número absoluto de casos de não pagamento.
Impacto regional
Para cidades como Caraguatatuba e São Sebastião, diretamente conectadas pelo Contorno Sul, o funcionamento eficiente do sistema é estratégico, tanto para a mobilidade quanto para a experiência de turistas e moradores.
O modelo free flow representa um avanço na infraestrutura rodoviária, mas, na prática, ainda depende de informação clara e conscientização dos motoristas para funcionar plenamente.
